2026 é o novo 2016? Relembre as tendências de decoração da época
Nos últimos dias, a internet voltou os olhos para 2016, ano que completa uma década em 2026 e tem sido revisitado com forte carga de nostalgia. Registros pessoais, hábitos cotidianos e referências estéticas da época reapareceram nas redes, despertando conversas sobre como vivíamos, nos vestíamos e também como morávamos há dez anos.
Sob o lema “2026 é o novo 2016”, a trend ganhou força no fim de dezembro de 2025, embalada pelo clima de virada de ano, e se espalhou rapidamente entre famosos e anônimos. Além de revisitar memórias individuais, o movimento trouxe à tona costumes e tendências que marcaram aquele período. A partir desse olhar coletivo para o passado recente, a CASACOR revisita as tendências de decoração de 2016, observando como elas apareceram em ambientes da época e como seguem ecoando, com novos significados, no morar contemporâneo.
Tons de cinza como base neutra
Em 2016, os tons de cinza foram protagonistas na decoração. Do cinza claro ao grafite, a paleta foi amplamente utilizada em paredes, estofados, tapetes e mobiliário, oferecendo uma alternativa mais suave ao branco absoluto e mais contemporânea que os beges tradicionais. O cinza funcionava como pano de fundo para diferentes estilos, do industrial ao escandinavo.
Além da versatilidade estética, essa escolha dialogava com uma busca por ambientes mais sóbrios e organizados. Em muitos projetos, o cinza aparecia combinado a madeira clara, plantas e pontos de cor pontuais, criando composições equilibradas e fáceis de adaptar ao longo do tempo.
Funcionalidade em primeiro lugar
A funcionalidade foi um dos pilares da decoração em 2016. O aproveitamento inteligente dos espaços tornou-se prioridade, especialmente em apartamentos menores. Móveis multifuncionais, marcenaria planejada e soluções de armazenamento integradas passaram a fazer parte do cotidiano dos projetos.
Essa abordagem refletia mudanças no estilo de vida urbano, com casas mais compactas e rotinas dinâmicas. A estética caminhava junto da eficiência, mostrando que organização e beleza não eram conceitos opostos, mas complementares.
Estilo retrô como referência afetiva
O estilo retrô também marcou 2016, trazendo referências das décadas de 1950 a 1970 para o centro da decoração. Formas arredondadas, pés palito, cores suaves e estampas geométricas reapareceram em móveis e objetos, criando ambientes com memória e identidade.
Mais do que nostalgia, o retrô funcionava como linguagem de afeto. Ele aproximava a casa de histórias pessoais e coletivas, conectando passado e presente de maneira leve e acessível.
Candy colors e o protagonismo do Rosa Quartz
Os candy colors ganharam espaço em 2016 como resposta a ambientes excessivamente neutros. Tons suaves de azul, verde, amarelo e lilás passaram a colorir paredes, objetos e estofados. Entre eles, o Rosa Quartz, eleito Cor do Ano pela Pantone em 2016, tornou-se símbolo dessa estética.
As tonalidades apareceram em almofadas, poltronas, revestimentos e até cozinhas. Elas representava uma busca por suavidade e bem-estar, trazendo leveza aos interiores sem romper com a sobriedade que ainda predominava.
Metalizado em superfícies e detalhes
Em 2016, o metalizado ultrapassou o papel de acabamento discreto e passou a ocupar áreas maiores da decoração. Além de luminárias, puxadores e objetos, o efeito metálico apareceu em papéis de parede, painéis, revestimentos e até em mobiliário, especialmente em tons de prateado, dourado e rosé. A proposta era criar impacto visual e trazer uma sensação de modernidade imediata aos ambientes.
Essas superfícies refletivas funcionavam como elementos de destaque, muitas vezes combinadas a paletas neutras para equilibrar o conjunto. O metalizado dialogava tanto com propostas mais sofisticadas quanto com interiores de inspiração industrial ou contemporânea, mostrando versatilidade e marcando uma estética ousada que definiu o imaginário decorativo daquele ano.
Tapeçaria na parede como elemento decorativo
A tapeçaria voltou a ocupar espaço nas paredes em 2016, resgatando técnicas artesanais e texturas têxteis como parte da decoração. Peças em macramê, tecidos tramados e flâmulas passaram a substituir quadros tradicionais, trazendo dimensão tátil aos ambientes.
Essa tendência refletia um interesse crescente pelo feito à mão e pela valorização de materiais que aquecem visualmente os espaços. A tapeçaria funcionava como ponto focal em salas e quartos, ajudando a criar atmosferas mais acolhedoras e pessoais, sem depender exclusivamente de cores ou grandes móveis.