Como as marcas de luxo vão se posicionar em 2026?
O calendário de eventos de 2026 ainda nem começou, mas confesso que já estou com a expectativa alta sobre como as marcas vão se apresentar, se aproximar e se posicionar. Depois de acompanhar de perto lançamentos, jantares, ativações e experiências no ano passado, me peguei pensando no que, de fato, ainda pode surpreender. Não em termos de grandiosidade, mas em intenção, coerência e clareza de discurso.
Nos últimos anos, abrir um press kit ou receber um convite deixou de ser um gesto previsível. Muitas marcas já não seguem formatos óbvios e escolhem contextos que fogem do tradicional. Jantares em residências históricas, encontros em espaços culturais, ocupações temporárias de lugares que não nasceram para esse fim. Isso tudo já acontece. E talvez esse seja justamente o ponto: quando quase tudo é possível, a régua naturalmente sobe.
Ao entrar em 2026, o mercado de alto padrão não está mais testando esse tipo de presença, ele passa a ser cobrado por ela. O que antes funcionava como diferencial agora se torna pré-requisito. E não basta ser bonito ou inusitado: é preciso fazer sentido. O que realmente chama atenção não é a ação bem produzida, mas aquela que deixa claro, sem esforço, por que existe e o que sustenta.
Aqui, o luxo entra em 2026 tensionado entre dois desejos opostos: estar mais perto do consumidor e continuar sendo raro. Essa busca por proximidade ajuda a explicar o crescimento de pop-ups, lojas conceito e ativações temporárias que funcionam como extensões do universo das marcas. No último verão europeu, por exemplo, maisons como Dior, Chanel, Loewe e Jacquemus ocuparam destinos como Ibiza, Capri e Saint-Tropez com experiências que misturam moda, lifestyle e presença física. O que importa, nesse caso, não é o formato em si, mas a precisão: quando a ação faz sentido naquele tempo, naquele lugar e para aquele público, a proximidade não dilui e, sim, fortalece.
Fonte: PROMOVIEW
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